Campus Party, São Paulo e blog abandonado

O mais engraçado de tudo é isso. Eu tava na Campus Party. Eu tava conectada. Simplesmente 20GB de velocidade para acesso à internet. Vinte Giga Bytes ali à disposição. Eu até tive tempo, mas não dei atenção ao blog. Acontece.

Sair de São Luís do Maranhão dentro de um ônibus rumo ao Anhembi Parque em São Paulo não é aventura, é loucura. E pior, por escolha, é coisa de gente que não tem noção de desconforto. Resumindo essa parte, eu fazia parte da caravana da Universidade Estadual do Maranhão, que é onde estudo. E a minha caravana foi de avião, porque a universidade não forneceu o ônibus. Beleza. Mas a caravana da Universidade Federal do Maranhão foi de ônibus e como o amor fazia parte dessa, adivinha? Conseguiram uma vaga para mim no ônibus deles, já que ainda sou bizarramente matriculada em engenharia elétrica na ufma, curso que frequentei por três semanas enquanto não me chamavam para a UEMA. Quase dois dias dentro de um ônibus e a conclusão tirada foi que o Tocantins é infinito e que até pés magros como os meus podem ficar bem gordinhos.

Falando da imagem que a Campus me passava e me passou, confesso que fui pensando em voltar com uma mala cheia de canecas que eu ganharia de todos os patrocinadores possíveis. Estou exagerando, mas é quase isso. Pessoas que foram no ano passado ganharam muita caneca de brinde mesmo. Esse ano não teve muita caneca, mas muita camisa, coisa chata. Só da Caixa ganhei cinco camisas iguais. Fora os brindes, não tem como pensar na Campus e não pensar em filas. Fila para entrar. Fila para mudar de arena. Fila nos bebedouros. Fila para pegar brindes. Fila para entrar no restaurante. Fila para sair. E gente correndo. Gente correndo para pegar fila, mais fila. Mas as pessoas gostavam e o mais engraçado era que olhavam a fila se formando, não sabiam nem para o que era, mas já entravam nela. Eu mesma entrei em filas sem saber para o que serviam, e saí delas com chaveiro e outras coisinhas. No geral, gostei da Campus Party, mas sei que não aproveitei ao máximo como queria. Não vi a palestra sobre wordpress por pura preguiça, mas pelo menos assisti a palestra dada pelo Michio Kaku, o físico do impossível. Ah, também tenho que dizer que algumas coisas estavam abusivas, como o preço da comida e bebida. E teve festa pijama, que na verdade foi praticamente só todo mundo usando o computador de pijama. Também fui meio tiete e tirei foto com o Pc Siqueira, Cid do Não Salvo, Diego Quinteiro e, claro, Michio Kaku. Deletei as fotos das redes sociais porque agora estou com vergonha. E só pra constar, dormir em barraca foi ok.

Agora sobre São Paulo, não tenho muito o que dizer, não conhecia e continuo não conhecendo bem. Não saímos muito por cansaço e medo de perder alguma coisa importante da Campus, visitamos alguns lugares que estavam na nossa lista, como a Ladeira Porto Geral, paraíso para qualquer mulher, a Santa Ifigênia, 25 de março e Liberdade. Mas faltou o que eu mais queria, o Parque do Ibirapuera, infelizmente no dia que tiramos para ir choveu bastante, então fomos só ao shopping Ibirapuera e lá paramos no Burger King, ainda prefiro Mc Donalds, e na Saraiva onde tem um café Starbucks. Não vou mentir, encheu meus olhos mesmo, porque aqui não tem uma livraria tão grande e linda e ainda com um café dentro. Comprei mais um livro de Dexter. De todo modo, achei fácil andar pela cidade, é tudo muito bem sinalizado nos metrôs, com placas e mapas fáceis de entender em todas as estações. Quanto ao tempo, quando chegamos estava quente e abafado, me senti sufocada e com uma sensação agoniante que até hoje não sei explicar o que era, mas creio que era relacionada ao calor e sufoco. As pessoas vão dizer que eu deveria estar acostumada, porque moro numa cidade quente, mas aqui não é seco, afinal tem mar em volta e nunca me senti sufocada aqui. Aliás, o céu cinza é de entristecer. Mas gostei do que conheci em São Paulo e pretendo voltar.

Voltar para casa foi a melhor parte, minha cama nunca foi tão gostosa, meu quarto escuro e o tempo nublado e agradável que está fazendo aqui me fazem dormir até tarde e a qualquer hora. É só encostar a cabeça em algum lugar que já durmo. Ainda não terminei de arrumar minhas coisas, meu quarto está uma bagunça e isso me deixa meio aflita. Ainda não entrei em contato com meus amigos, ninguém. Meu primo nasceu no dia que eu estava saindo daqui, para ser mais precisa, a bolsa da minha tia estourou quando eu estava entrando no ônibus. Minha avó que eu tanto amo está aqui em casa. Então já viu. Continuo meio ausente, mas estou me organizando aos poucos.