Gatos-coelhos on the road

Hoje vim aqui fazer um post relâmpago em meio ao meu estado atual de desespero-pré-muitas-provas só para dizer que hoje os gatos-coelhos chegaram de sua road trip. Essas fofuras fizeram parte de um DIY feito pela Nina do Road trip da Nina.

Obrigada pelo presente, Nina. ♥

Bom, ficou a dica do blog. O Road trip da Nina é um dos meus blogs preferidos, lá sempre tem muito DIY e coisas inspiradoras. Só preciso dizer que eu falto morrer do coração com as ilustrações de artistas de todo canto do mundo que são compartilhadas por ela lá. Vale conferir.

Então

Antes podia brincar esse jogo de faz o se quer. Escolhia as preferidas e delas brotava o que se pretendia mostrar. Pois já não é assim, a escolha desleixada já não funciona então. A despretensão não forma mais nada e assim fica o espaço moribundo pedindo, quase como quem implora, para fazer sentido e ser preenchido. Que seja assim então, não há o que se fazer para além da aceitação, essa estória de negação já perdeu a prontidão. E as coisas vão continuar como estão, até que as peças do jogo sejam encontradas, ou não mudarão. É que não sobraram nem os rastros, esses foram varridos com vassoura de desgosto e vergonha que punha em mãos no outro verão. E aí que não se esvai a vontade, essa insiste que o conquistado não há de ser abandonado. Ainda veste o terno azul então.

Cartas perdidas

E assim os olhos percebem tanto quanto observam, enquanto o coração sente e a consciência finge que não pesa. Perspicácia não é fácil e ninguém sabe quem já chegou nesse ponto. Pareço apenas um borrão que um dia fez parte disso, eu sei. Até porque o conceito mudou e foi em mim, não neles. Tudo enquanto descanso na cadeira de balanço, com meus gatos no colo e mais tudo aquilo que me foi dado de bom grado, nessa sala que há muito já havia desacreditado da existência até mesmo do mais verossímil, mas que mesmo assim foi mobiliada com todo vigor. Eu não queria dizer, qualquer um pode ver que o ar é tão leve que o farelo que cai despercebido do bolo não chega a tocar o chão, voa acolá. Acontece que a vista vai para além do jardim e sim, há importância ali. Receio que isso não esteja claro como deveria e até escrevi cartas, fui desesperada aos correios, mas parece que um blackout tomou minha memória e me pergunto se cheguei a enviá-las. Talvez tenham sido todas anônimas, não sei. E nessa dúvida segue a vontade de que cada um deles receba um envelope e que cada um leia a certeza que deveria mesmo era ser entregue pessoalmente e diariamente, mas que o tempo, ou algo que o valha, já não deixa chegar.

The Voice Season 2 e meu luto

Faz tempo que não faço um post falando sobre música, o que é muito estranho. Então deixando de lado a greve auditiva do blog, venho por uma justa causa. The Voice voltou e foi com tudo, mas estou de luto.

Para quem não conhece, The Voice é um reality show musical e, digo logo, que não é igual aos outros. A primeira singularidade notável é a maneira como acontece as audições. Quatro mentores/juízes escutam os candidatos às cegas, ou seja, o candidato faz sua apresentação enquanto os mentores o escutam com suas cadeiras viradas de costas para ele. Dessa forma, a aparência não interfere nas escolhas, aqui a ideia é que apenas A Voz importe. Essa etapa do programa é a chamada “blind audition” em que os mentores precisam montar, cada um, um time com doze membros. Durante a performance, se algum dos mentores virar a cadeira de frente para o candidato, significa não só que agora ele pode olhar a pessoa por trás da voz, mas também que ele quer aquela pessoa em seu time e, é claro, que o candidato está automaticamente no programa. Mas se mais de um dos juízes virar a cadeira, aí o candidato poderá escolher em qual dos times ele quer ficar. Muita informação? Mas é simples de entender assistindo, vai por mim.
Vale dizer que os mentores são músicos não só mundialmente conhecidos, mas também que fazem sucesso atualmente, o que considero bem importante num reality show desse tipo. São eles nada mais, nada menos que Christina Aguilera, Cee Lo Green, Adam Levine e Blake Shelton. Bom, com os times montados, o programa segue para a “battle phase”. Nessa etapa, cada mentor monta duplas dentro do seu próprio time para fazerem duetos, ou seja, são dois participantes do mesmo time cantando juntos a mesma música em uma espécie de batalha. Então o mentor vai treinar as duplas dando dicas e conselhos para depois da apresentação ele mesmo dizer quem, do seu próprio time, se destacou no dueto e continuará no programa. Com essa etapa, de doze sobram apenas seis em cada time, que seguirão para os “live shows”. E, a partir dessa etapa, os candidatos voltam a competir sozinhos, um contra o outro.

A primeira temporada da série aconteceu em Abril do ano passado (2011) e atualmente está acontecendo a segunda temporada. Então corram, baixem os episódios que são bem grandinhos, mas que valem muito a pena para quem gosta de música. E quem não gosta, né?

Agora sobre o meu luto… ATENÇÃO* a partir daqui, pode haver algum tipo de spoiler.

Olha, eu vou ser bem específica. Estou louca pra matar a Christina. Fico achando que só pode ser algum tipo de provocação da parte dela, sabe, só porque eu elogiei muito ela na etapa das blind auditions dessa segunda temporada. Porque ela fez escolhas completamente diferentes do que eu esperava dela com base na primeira temporada e, na minha opinião, ela tem o melhor time dessa temporada. Mas não é que ela colocou os meus dois preferidos para batalharem juntos? E olha, podem até defendê-la, podem falar o que for, mas eu fiquei de luto só de saber que um deles sairia, não é justo com as minhas preferências. Ponto.

Cada um com seu gosto, né. Não estou dizendo que eles são os melhores, apenas meus preferidos. Aliás, não existe candidato ruim em The Voice, então prepare-se para sofrer. Ok, exageros à parte, vamos aos vídeos.

Lindsey Pavao

Lee Koch (Percebam que nesse momento só a Christina podia virar, porque os outros já estavam com seus times completos)

Lindsey Pavao vs. Lee Koch

O lado direito

Dando uma olhada rápida no blog fica claro que aqui não existe uma temática específica ou uma ordem lógica. Daí pode até parecer um teste, como se cada post fosse uma tentativa. Mas não, se fosse eu estaria postando só receitas, porque o número de visitas cresce absurda e estranhamente quando tem receita aqui. Mas acontece que voltei com o blog simplesmente para tentar estimular o lado direito do cérebro. E foi isso mesmo, como eu disse no primeiro post de volta, “Só quero um espaço pra escrever e tentar salvar um lado meu que a vida acadêmica tem destruído aos poucos, talvez esse seja o motivo, ainda não sei.”. É isso, faço engenharia e o fato de eu ter um blog nesse estilo soa estranho mesmo. Quase todos os blogs que acompanho são de pessoas que fazem ou querem fazer jornalismo, ou pelo menos alguma coisa que siga essa linha, o que faz muito sentido, né. Então ainda me sinto uma esquisitona nesse meio, mas não tem problema.

Tudo isso para dizer que agora inventei outra coisa para estimular o lado direito do cérebro. Desenhar. Sim. Quando criança eu desenhava bonitinho e uma vez me disseram para nunca deixar de desenhar, porque assim meus desenhos ficariam cada vez melhores. Parece meio óbvio, mas é bem por aí mesmo. Cresci com o hábito de desenhar e meus desenhos foram ficando bem razoáveis, eu acho. E quando parei de vez, perdi completamente o jeito da coisa. Por ironia do destino, só voltei a desenhar quando comecei o curso de engenharia civil, mas desenho técnico é tão diferente de desenho artístico e, enfim, com o AutoCAD então… Adeus desenhos feitos à mão.

Mas eu sou doida e coloquei na cabeça que agora vou ter que fazer pelo menos um desenho por mês, de qualquer coisa, nem que seja do primeiro objeto que estiver na minha frente. E foi exatamente o que fiz, peguei o papel e fui ver se ainda conseguia colocar algo não técnico nele e, para minha surpresa, até que deu certo. E então nasceu o primeiro desenho não técnico feito por mim depois de muito tempo, da minha corujinha que fica aqui ao lado do monitor. ♥

Que eu nasci inclinada para os cálculos não há dúvidas. Que o hemisfério esquerdo do meu cérebro é o dominante, segundo a teoria, tudo bem, eu acredito. Mas isso não significa que não devo estimular o outro lado, muito pelo contrário.

Campus Party, São Paulo e blog abandonado

O mais engraçado de tudo é isso. Eu tava na Campus Party. Eu tava conectada. Simplesmente 20GB de velocidade para acesso à internet. Vinte Giga Bytes ali à disposição. Eu até tive tempo, mas não dei atenção ao blog. Acontece.

Sair de São Luís do Maranhão dentro de um ônibus rumo ao Anhembi Parque em São Paulo não é aventura, é loucura. E pior, por escolha, é coisa de gente que não tem noção de desconforto. Resumindo essa parte, eu fazia parte da caravana da Universidade Estadual do Maranhão, que é onde estudo. E a minha caravana foi de avião, porque a universidade não forneceu o ônibus. Beleza. Mas a caravana da Universidade Federal do Maranhão foi de ônibus e como o amor fazia parte dessa, adivinha? Conseguiram uma vaga para mim no ônibus deles, já que ainda sou bizarramente matriculada em engenharia elétrica na ufma, curso que frequentei por três semanas enquanto não me chamavam para a UEMA. Quase dois dias dentro de um ônibus e a conclusão tirada foi que o Tocantins é infinito e que até pés magros como os meus podem ficar bem gordinhos.

Falando da imagem que a Campus me passava e me passou, confesso que fui pensando em voltar com uma mala cheia de canecas que eu ganharia de todos os patrocinadores possíveis. Estou exagerando, mas é quase isso. Pessoas que foram no ano passado ganharam muita caneca de brinde mesmo. Esse ano não teve muita caneca, mas muita camisa, coisa chata. Só da Caixa ganhei cinco camisas iguais. Fora os brindes, não tem como pensar na Campus e não pensar em filas. Fila para entrar. Fila para mudar de arena. Fila nos bebedouros. Fila para pegar brindes. Fila para entrar no restaurante. Fila para sair. E gente correndo. Gente correndo para pegar fila, mais fila. Mas as pessoas gostavam e o mais engraçado era que olhavam a fila se formando, não sabiam nem para o que era, mas já entravam nela. Eu mesma entrei em filas sem saber para o que serviam, e saí delas com chaveiro e outras coisinhas. No geral, gostei da Campus Party, mas sei que não aproveitei ao máximo como queria. Não vi a palestra sobre wordpress por pura preguiça, mas pelo menos assisti a palestra dada pelo Michio Kaku, o físico do impossível. Ah, também tenho que dizer que algumas coisas estavam abusivas, como o preço da comida e bebida. E teve festa pijama, que na verdade foi praticamente só todo mundo usando o computador de pijama. Também fui meio tiete e tirei foto com o Pc Siqueira, Cid do Não Salvo, Diego Quinteiro e, claro, Michio Kaku. Deletei as fotos das redes sociais porque agora estou com vergonha. E só pra constar, dormir em barraca foi ok.

Agora sobre São Paulo, não tenho muito o que dizer, não conhecia e continuo não conhecendo bem. Não saímos muito por cansaço e medo de perder alguma coisa importante da Campus, visitamos alguns lugares que estavam na nossa lista, como a Ladeira Porto Geral, paraíso para qualquer mulher, a Santa Ifigênia, 25 de março e Liberdade. Mas faltou o que eu mais queria, o Parque do Ibirapuera, infelizmente no dia que tiramos para ir choveu bastante, então fomos só ao shopping Ibirapuera e lá paramos no Burger King, ainda prefiro Mc Donalds, e na Saraiva onde tem um café Starbucks. Não vou mentir, encheu meus olhos mesmo, porque aqui não tem uma livraria tão grande e linda e ainda com um café dentro. Comprei mais um livro de Dexter. De todo modo, achei fácil andar pela cidade, é tudo muito bem sinalizado nos metrôs, com placas e mapas fáceis de entender em todas as estações. Quanto ao tempo, quando chegamos estava quente e abafado, me senti sufocada e com uma sensação agoniante que até hoje não sei explicar o que era, mas creio que era relacionada ao calor e sufoco. As pessoas vão dizer que eu deveria estar acostumada, porque moro numa cidade quente, mas aqui não é seco, afinal tem mar em volta e nunca me senti sufocada aqui. Aliás, o céu cinza é de entristecer. Mas gostei do que conheci em São Paulo e pretendo voltar.

Voltar para casa foi a melhor parte, minha cama nunca foi tão gostosa, meu quarto escuro e o tempo nublado e agradável que está fazendo aqui me fazem dormir até tarde e a qualquer hora. É só encostar a cabeça em algum lugar que já durmo. Ainda não terminei de arrumar minhas coisas, meu quarto está uma bagunça e isso me deixa meio aflita. Ainda não entrei em contato com meus amigos, ninguém. Meu primo nasceu no dia que eu estava saindo daqui, para ser mais precisa, a bolsa da minha tia estourou quando eu estava entrando no ônibus. Minha avó que eu tanto amo está aqui em casa. Então já viu. Continuo meio ausente, mas estou me organizando aos poucos.