Pulseiras customizadas

Noutro dia, eu e uma amiga – oi, Mayara! – saímos do cinema e fomos passeando pelo shopping, entrando em todas as lojas de bijuterias possíveis e saindo delas bem decepcionadas. Tanto com os preços, quanto com as opções. Mas não ia ficar assim, porque sou implicante mesmo. Nem uso pulseiras, mas naquele dia em especial eu estava olhando só pulseiras, não achei nada e isso foi o suficiente para me fazer encasquetar de vez com a coisa. Então resolvi que iria fazer minhas próprias pulseiras.

Nesse final de semana tive algumas ideias depois de olhar alguns modelos aleatórios na internet, então hoje fui ao centro da cidade procurar os materiais que precisaria. Não encontrei tudo que queria, na verdade não encontrei o que eu mais queria. Mas comprei algumas coisas para as futuras pulseiras, até porque depois de fazer o amor entrar comigo em todas as lojas possíveis desses materiais, eu tinha que levar algo.

Ainda não desisti de fazer as pulseiras como quero e vou procurar mais um pouco o material que falta, mas depois de uma manhã inteira em busca dessas coisas, resolvi fazer algo logo hoje pela tarde, só porque não sei esperar.

Não vou fazer um tutorial de como fazer, porque acho que é uma coisa bem intuitiva, basta olhar as fotos com os materiais e resultado que já dá para imaginar como fiz. Coisa simples.

Provavelmente eu nem use elas, mas até gostei do resultado, ainda mais porque nunca tinha feito nada assim antes. Foi divertido.

Pelo menos elas ficaram bem românticas e fotogênicas. Gostaram? <3

**Updated:

Resolvi editar o post para indicar uma lojinha onde comprei uma pulseira que chegou hoje, a dolce far niente.

Fiquei tão feliz quando vi a forma como ela veio embalada no maior capricho que precisei mostrar, ainda veio junto um cartão da loja e de brinde um bauzinho. Achei fofo demais.

Agora parei com essa onda de pulseiras e florzices por aqui, sério.

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Rolando preguiçosamente

Depois de passar dois períodos da faculdade sem férias, a empolgação tomou conta de mim quando vi o final do terceiro período se aproximando e, junto com ele, as férias. Nunca fui de fazer listas, mas a empolgação era tamanha que comecei a listar mentalmente coisas para fazer nas férias. E agora só estou aqui para lembrar a mim mesma de cumprir com os itens da lista, porque por mais que ainda não tenha completado nem duas semanas de férias e também sabendo que elas vão durar até metade de março, não me vejo fazendo muito esforço, passei a maior parte dos dias rolando preguiçosamente entre o teclado, os livros e a cama. Sim, eu tenho vida social e também o amor, mas quando estou sozinha em casa é basicamente isso mesmo.

Eu já deveria, no mínimo, ter resolvido a questão da minha conta. No começo de setembro do ano passado abri uma conta no Banco do Brasil e como nessa época os correios entraram em greve e, logo em seguida, o Banco também, nunca recebi meu cartão. É isso mesmo, até hoje estou sem meu cartão, minha negligência é tamanha que não faço a menor ideia da situação dessa conta, fico imaginando paranoicamente os fins que o cartão tomou e se estou endividada sem saber. A única coisa que sei da minha conta é que existe um papel, assinado por mim, guardado no meio das minhas coisas cujo apelido é contrato.

A única coisa da lista que estou cumprindo é ler aqueles livros que foram comprados e guardados logo em seguida. Tudo bem que eu tinha prometido não comprar nenhum livro enquanto não terminasse de ler todos e já comprei outro, porque não sei seguir minhas próprias regras. Mas esse não vai furar a fila não, continuo a repetir para mim mesma. Aliás, como o último livro lido, antes dos da lista, foi Demian do meu amadíssimo Hermann Hesse, resolvi sair da minha zona de conforto e arriscar algo mais descontraído e menos sério. Daí montei um roteiro que ficava só entre Marian Keyes e Douglas Adams, ou seja, coisa para rolar de rir, até que o amor resolve me presentear com os livros de DEXTER que, evidentemente, furaram a fila. Nada demais, porque eles também se enquadraram na minha proposta.

Terminei de ler os dois primeiros livros de Dexter e preciso, urgentemente, dos outros livros da série. Logo eu, uma viciada na série de TV Dexter, não fazia a menor ideia de que na verdade ela era baseada no primeiro livro da série de romances de Jeff Lindsay. Digo apenas primeiro livro porque a primeira temporada da série de TV segue praticamente fiel ao dito cujo, mas com o desfecho diferente. Esse desfecho alterado fez com que as próximas temporadas tomassem um rumo independente dos livros. O que eu só pude entender com a leitura do segundo livro que é muito mais ácido. Aqui não há esperanças de um Dexter com sentimentos.
**A ideia desses marcadores em formato de coração que aparecem na foto veio daqui, coisa mais fofa.

Mas voltando ao meu comportamento negligente com relação a minha própria lista, acho que isso é normal quando a gente sabe que tem muito tempo sobrando, afinal eu tenho até metade de março para resolver minhas pendências. Acontece.

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O bolo mais fácil do mundo

Quem não lembra do bolo de caneca? Lá pelo começo de 2007 eu ouvi falar pela primeira vez no tal bolo feito em uma caneca e que ficava pronto em três minutos. Lógico que eu quis testar a receita, mas logo na primeira tentativa não deu certo. Então comecei minha busca em vários sites diferentes pela receita que parecesse mais confiável, porque existiam várias versões da mesma. Depois de testar várias receitas diferentes, cheguei na que eu considerei a melhor, simplesmente porque sempre dava certo. O bolinho começou a ser o meu maior quebra galho durante aquele ano e eu acabei criando confiança suficiente na receita para que eu começasse a fazer minhas próprias alterações. Hoje sou do tipo que altera toda receita. Mas voltando ao bolinho, sempre achei um desperdício o fato do bolo quase sempre vazar, porque ele cresce demais e acaba caindo pela lateral, deixando a caneca suja de um jeito que me incomoda bastante. A solução é simples, exagerar nas medidas originais e usar um recipiente maior do que a caneca.

Ingredientes:
• 4 colheres generosas de Farinha de trigo
• 4 colheres de açúcar
• 3 colheres de chocolate em pó
• 4 colheres de leite líquido (na falta do leite, uso nescau de caixa)
• 1 ovo
• 1 colher de óleo

+ Ingredientes opcionais:
• 1 colher de leite condensado (sim, vai na massa mesmo!)
• Essência de baunilha
• M&M ou chocolate picado
• Cobertura e recheio à gosto
** Esses ingredientes opcionais são bons para não deixar um gosto desagradável de ovo na receita, isso para quem tem o paladar “sensível” ao ovo.

Modo de preparo:
• Bata todos o ingredientes em um recipiente de tamanho médio que possa ir ao microondas
• Acrescente o M&M e misture
• Leve ao microondas por pouco menos de 3 minutos
** Nunca deixo os três minutos originais da receita completarem, porque assim a massa não fica muito seca, mas isso depende da potência de cada microondas.

Recheio e cobertura:
• Divida o bolo em duas camadas com auxílio de uma linha e espalhe o recheio
• Depois é só juntar as camadas, acrescentar a cobertura e decorar
** O meu recheio escolhido foi Nutella.
*** Minha cobertura foi a clássica mesmo, feita com leite condensado e chocolate em pó.

Então é isso, sou muito exagerada?

(As fotos desse post foram tiradas com ajuda do amor)

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Não mais qualquer animal

Quando miúda eu, como qualquer outra criaturinha da mesma idade, gostava de animal. Qualquer animal. Só que minha asma brônquica se juntou com minha mãe e mais meus milhões de problemas respiratórios e resolveram me traumatizar. É isso mesmo, meus amigos. Animal de estimação significa pêlos aos montes, o que quer dizer pura alegria. Não, quer dizer alergia, falta de ar, nebulizador e a famosa bombinha. É claro que eu tinha uma, como qualquer criança asmática que se preze. Então não ganhei um amiguinho peludo. Em vez disso, ganhei um peixe. Nunca esqueço do Nelsinho, meu primeiro peixe beta. Sair para escolher o peixe e a cor das pedrinhas do aquário foi uma daquelas aventuras que só a simplicidade da infância conhece. Mas é claro que ele tinha que se suicidar num dia de limpeza do aquário só para me traumatizar, como se não bastasse todo o resto. Como entender, se o aquário não era nem mesmo apertado? Não podia ser tão ruim assim.

De qualquer forma, gostava de animal. Qualquer animal. “Piolho de cobra”, daqueles pretos com amarelo, perdidos no canteiro do condomínio? Claro que eu pegava na mão sem medo e ainda brincava com eles. Também tinha o soldadinho, aquela coisinha preta voadora, com uma mancha branca de cada lado que formava um imaginável perfeito par de olhos, sair caçando e guardando vários dentro de algum vidrinho para levar para casa, deixar na janela do quarto e depois de uns dias morrerem todos, coitados. Até lesma de jardim já foi vítima do potinho de vidro. Sorte mesmo era quando algum passarinho aparecia com a asinha quebrada. Ajudar o bichinho a encontrar a mãe pardal era a maior das aventuras, enquanto arremessá-lo para cima poderia ensiná-lo a voar. Mais sorte ainda foi quando um periquito azul apareceu na portaria e o porteiro resolveu presentear eu e uma amiga. Compramos uma gaiola e ele passava dia na minha casa, dia na dela. Fugiu sabe lá como, quando estava na casa dela. Trauma de novo.

E ficava pior. Porque eu e as outras crianças tínhamos o dom de descobrir quando alguma gata invadia o condomínio e paria vários gatinhos lindos e peludos. Aí depois encontrar o esconderijo da gata dentro de alguma planta, roubar os filhotes, um para cada criança, tentar alimentá-los como se a mãe não estivesse ali para isso. Até que um morre para o desespero geral e faz a gente, com o coração partido, levar os sobreviventes de volta para a mãe. Depois ainda ganhei um coelho do diretor da escolinha onde eu estudava. Lindo, o coelho. Amor a primeira vista. Claro que minha mãe me fez devolver na semana seguinte, alegando que ele iria comer os móveis do apartamento inteiro. Trauma de novo.

Quando tudo parecia perdido, resolvi comprar um hamster. E então de novo a aventura de escolher o meu futuro amigo de todas as horas e a sua casinha. Até que durou, mas prefiro não falar do final que tomou. Parou de comer. Parou de receber a atenção merecida, talvez. Nunca mais tive um animal, nunca mais peguei bichos esquisitos no canteiro, nunca mais final trágico, pelo menos.

Hoje eu gosto de animal. E amo animal. Não mais qualquer animal. Quero dizer, não tenho mais aquela coragem de pegar em insetos e sinto aflição com qualquer um que tenha mais de quatro patas. E para falar a verdade, eles bem que poderiam me odiar, porque a minha inocência já maltratou muito animal, mas eles são tão bons que ainda gostam de mim. Acredito eu. Eles sabem que no fundo eu sempre quis ser amiga. E que eu não desisti deles. Mas por enquanto me contento em apenas dar carinho e amor para os gatinhos da minha cunhada, que são muitos. Mas ainda não desisti. Repito. Não sou Felícia.

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Panquecas

Quem me conhece e me segue no twitter cansou de ver as fotos de panquecas que eu posto lá, porque eu amo panqueca e amo fazer panquecas pro amor e ele ama as panquecas que eu faço pra gente, então somos felizes comendo panquecas, oba.

A receita é super fácil, basta jogar os ingredientes no liquidificador e ser feliz, depois mãos à obra com uma boa frigideira não aderente. Não tem erro! Eu faço as minhas numa frigideira velhinha que já nem é tão não aderente assim, mas ainda consigo me virar legal com ela, o problema é que a primeira massa sempre gruda, então se isso acontecer com você, não desista.

Ingredientes da massa:
• 1 xícara de farinha de trigo
• 1 xícara de leite líquido
• 1 ovo
• 1 colher de sopa de óleo
• 1 pintada de sal

Modo de preparo:
• Bata todos os ingredientes no liquidificador;
• Pré aqueça uma frigideira não aderente com um fio de óleo;
• A quantidade de óleo tem que ser o suficiente para se espalhar em toda a frigideira, mas sem deixar excesso;
• A quantidade de massa você pode medir com uma concha, eu simplesmente jogo até cobrir todo o fundo da frigideira, mas sem muito excesso para a massa não ficar muito grossa;
• Espere as bordas dourarem um pouco, vire a panqueca e espere dourar do outro lado;
• Se a massa não soltar sozinha, você pode usar um garfo para ir soltando as bordas, depois basta dar uma balançada na frigideira para que ela solte.

Depois é só escolher o recheio, enrolar e servir.

Dicas:
• Eu geralmente faço o recheio com frango desfiado e bem temperado, só que dá um pouco de trabalho temperar-cozinhar-desfiar o peito de frango;
• Fazer o recheio com carne moída é mais rápido e fácil, uma dica é incrementar a carne com algo a mais, tipo milho verde;
• Você pode cobrir as panquecas com molho de tomate ou ketchup polvilhado com queijo ralado também;
• Retirando o sal da receita, você pode rechear também com algo doce, tipo nutella. Tem quem goste de panqueca doce, eu particularmente não confio na ideia, mas também nunca experimentei.

Bom apetite!

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Abro mão da boa ação

Não sei por quanto tempo estive sentada na cadeira que gira, frente à janela de cortinas fechadas, olhando o nada. Ou se já levantei. Por quanto tempo minha alergia é capaz de suportar a dificuldade de circulação enfrentada pelo ar aqui dentro. Porque sei que aqui tem oxigênio suficiente para inundar os meus pulmões, os dele, e ainda sobrar. Então abrir as janelas é correr um risco grande demais e que nem sempre significa renovar os ares, porque a sujeira lá fora é demais, potencial ameça de invadir a minha vida limpa. Ah, como eu gosto de limpeza, até mais do que de organização — às vezes essas coisas andam em pé de guerra, sabe, limpeza e organização, coisa de irmãs. Por sorte elas estão em missão de paz por aqui.

Nem mesmo me ofende o julgamento, porque se é mesmo egoísmo ou não, tanto faz. Se bem pensado, até são muitos os que sabem o que é sair sujo, como quem tivesse acabado de mergulhar num poço de coisas apodrecidas há séculos, depois de tentar colocar alguma ordem na bagunça alheia. Olha que não sou de compaixão, mas tem algo que puxa e me coloca no centro do pandemônio, talvez seja mesmo essa mania de limpeza, ou mera implicância. Mania de perseguição? Só quero uma pausa, mesmo que forçada.

Ainda que seja uma boa causa, abro mão da boa ação. E quando for pra me levantar, eu vou saber e vou fazer. Por enquanto só me sinto no direito de ser cuidadosa, mesmo quando a poeira for violenta de deixar os olhos marejados.

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Achado musical

Estava eu perambulando pelo Youtube quando de repente encontro um vídeo com “Shelter” no meio do título e logo pensei, “será?”. Sim, era mesmo uma versão de uma das minhas músicas preferidas, de uma das minhas bandas preferidas, The XX! Os primeiros segundos de estranheza pela diferença na melodia passaram rápido e deram lugar a um sentimento de surpresa e encanto misturados. Fui logo ouvindo outras músicas e ficando mais impressionada ainda. Resolvi pesquisar e descobri que a dona da voz era Jasmine van den Bogaerde, uma inglesa de apenas quinze anos conhecida artisticamente como Birdy, que venceu o Open Mic UK em 2008. Pelo que eu também pesquisei, Open Mic UK é uma competição musical bem conceituada do Reino Unido e considerada uma das mais difíceis do País. Só com isso a menina já merece respeito, não? Pessoalmente, o que mais gostei foi essa capacitade de modificar completamente uma música que eu já gostava e ainda me fazer gostar dela no novo estilo, sem precisar me remeter ao já conhecido. Não é qualquer um que consegue, admiro e respeito muito quem o faz. Então foi esse o além da voz encantadora quase divina pra mim.

Também fiquei muito feliz ao encontrar uma versão de 1901 – Phoenix entre as músicas dela.

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O verbo da moda

Uma das palavras que mais li e ouvi dizer esse ano foi “procrastinação”, pelo menos no meu meio social acho que essa foi a preferida de todas. Sério, eu nunca tinha percebido as pessoas dizerem procrastinar tanto e com tanto orgulho como fizeram esse ano. Até passei a dizer, meio irônica, que procrastinar era o verbo da moda. Ainda não sei o que essa moda tem a dizer, mas confesso que me chamou atenção. Sempre me considerei observadora demais, dessas que procuram significado em tudo e que encasquetam com coisas que no final mostram não ter significado algum. Pois é, não sei até que ponto as pessoas trocam os verbos, o que sei é que elas adoram esse aí, pelo menos até agora. Já eu não sou muito de dizer procrastinar, de verdade, o que faço nesse sentido chamo de negligenciar o tempo mesmo, dificilmente deixo de fazer uma coisa chata e importante pra não fazer nada, quando quero adiar a tarefa ao máximo, no meio tempo faço coisas que realmente gosto, coisas que aparentemente não são lá muito importantes, mas que me dão prazer. Significa o mesmo pra você? Tanto faz, não gosto de usar o outro termo, ponto. Mas a questão que mexe aqui com meus botões é outra. Estou indecisa entre contradição ou causa. Posso tentar explicar. No geral, as pessoas andam apressadas o tempo inteiro, certo? No trânsito, por exemplo, a ignorância é consequência da pressa, é um mais apressado do que o outro, um achando seu tempo mais precioso que o outro, o resultado vocês já sabem. A causa disso seria a própria procrastinação? Ou será que essa pressa, essa vontade louca de fazer logo o que se tem pra fazer, apenas contradiz com ela? Continuo indecisa. Sinceramente não consigo entender o porquê dessa relação, mas sei que ela existe. E deixando meus pensamentos loucos de lado, quero falar de coisa boa, falar de fazer algo prazeroso, de deixar a pressa um pouco de lado e buscar a calma, falo de sentar e assistir o mundo em volta, porque a vida acontece ao lado e a gente nem percebe. Tudo culpa da pressa, dessa vontade louca de terminar logo aquela maldita atividade que você adiou o máximo possível pra começar. Estranho, não? Já dizia Bob Dylan, “No matter what gets in the way and which way the wind does blow, and as long as it does I’ll just sit here and watch the river flow.”. Então tente um pouco disso, só pra ver o que acontece.

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Domingo era pra ser

Domingo era pra ser sempre assim, um dia calmo, pra descansar, pra fazer qualquer coisa e não fazer nada. Domingo era pra ser meu dia preferido de todos do coração, adoro falar isso, de todos do coração. Se a segunda-feira é a vilã dos dias da semana, a temida e odiada, nada mais justo que fazer do domingo um dia de descanso. Mas acontece que domingo tem futebol e fica todo mundo insano e histérico, atrapalhando meu silêncio, minha paz. Essa semana foi uma das piores desse período na faculdade, todos os dias da semana tinha algum trabalho pra entregar, todos os dias eu tinha que ficar pro outro turno pra poder completar alguma atividade, algum trabalho. Ainda tinha que continuar quando chegasse em casa, cansada, e ficar a madrugada inteira fazendo algum desses trabalhos diabólicos. Parecia um plano malígno muito bem elaborado pelos meus professores de acabar comigo, de acabar com os meus amigos, todo mundo estressado, gente sem dormir por mais de 24 horas, qualquer besteirinha seria motivo pra discussão. E isso não chegou nem perto de ser um teste de resistência, sabemos. Num desses dias de correria, eu tinha chegado na faculdade lá pelas 07:30 da manhã, sem contar que dormi por apenas duas horas na noite anterior, e de lá fui pra casa de um amigo tentar fazer uma experiência que demonstrasse o fenômeno da indução eletromagnética, tudo bem. Saindo de lá, peguei o ônibus e fui pro outro lado da cidade, resolver uma questão que não vem ao caso. Daí eu sento na primeira cadeira que vejo no ônibus, a que ficava bem em frente à porta, e na cadeira ao lado tinha esse cara meio curvado, com um jeito desconfiado, expressão de desgosto, levava consigo uma bíblia e mais dois livros quaisquer. Em poucos minutos ele vira pra mim e pergunta, “Você é roqueira?”, eu viro pra ele, aproximo o ouvido e pergunto “Como?” e ele repete, “Você é roqueira?”, então respondo fria e seca “Não.”, ele continuou “Porque tem esse TROÇO…”, mas antes que ele pudesse continuar, percebi que ele iria falar do piercing no meu nariz e interrompi “Com licença”, levantei e fui sentar em outra cadeira qualquer que não fosse ao lado dele. Aí você pergunta se fiz isso por não ser religiosa, e eu digo que não! Eu simplesmente evitei uma discussão, porque eu tava muito estressada com as mil coisas que eu já tinha feito e ainda tinha pra fazer naquele e nos próximos dias. Simplesmente não dou a mínima pro estilo de vida que essas pessoas levam, então não tente me fazer seguir pelo mesmo caminho, porque eu não vivo por aí pedindo pra ninguém viver ao meu modo, cada um que leve sua maneira. É muita insegurança, sabe, é precisar de muita aprovação, querer que os outros sejam e vivam igual a você. Eu penso assim. Enfim, sábado e domingo não foi muito diferente, também acordei cedo nos dois dias, sábado pra fazer trabalho e domingo pra estudar com um amigo. Depois que terminei de estudar, o amor não podia ficar comigo, porque ele também tinha que estudar.

Daí como eu não podia deixar essa rotina pesada cair sobre a minha tarde de domingo, resolvi fazer algo pra me distrair…


O resultado foi uma pequena sujeira no chão do meu quarto, depois uma coisa meio breguinha em seu estilo quase natalino na minha cortina. Mas o importante foi poder sair da rotina, fazer uma coisa descontraída, sem motivo nenhum, simplesmente por fazer.


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A França Ganhou – Parte II

Passei muito tempo correndo pro youtube pra poder ouvir Nouvelle Vague, tudo preguiça de fazer download dos álbuns dessa banda tão querida, tão bela e, é claro, genial. Só mais ou menos por agora criei vergonha na cara e procurei fazer download da discografia, antes tarde do que nunca. Então é o que eu mais ando ouvindo no momento. Marc Collin e Olivier Libaux são os arranjadores desse projeto de misturas. Punk, New Wave, Nova Bossa e Jazz tudo em um só pacote. Sim, gente, é a nossa Nova Bossa mesmo, Collin ama Tom Jobim e até mesmo os do movimento tropicalista como o Caetano. O projeto é todo de covers de suas músicas preferidas da época em que eram jovens, ou seja, na época do fervilhor de todos esses movimentos, os anos 60. Não foi nada ao acaso, porque muitos cineastas da Nouvele Vague utilizavam música brasileira em seus filmes e, além disso, Nouvelle Vague, ou melhor, “Nova Onda” virou sinônimo de Nova Bossa na França. A maioria das músicas são cantadas por cantoras francesas convidadas e apesar das músicas não serem francesas, os talentos são franceses e isso é coisa da França com um tanto de influência brasileira, oba. Uma das coisas mais legais é que as cantoras convidadas não eram familiarizadas com as canções originais, elas apenas recebiam as letras para cantarem do seu jeito, enquanto eles tocavam o violão.

A Melanie Pain é a minha preferida, voz doce demais.

Em se tratando de música, acho que heart of glass por Gerald Toto é uma das minhas preferidas.

Phoenix é alegria pura, eu gosto de ouvir logo de manhã pra começar o dia bem animada. Conheci a banda numa fase que diversão era tudo que eu precisava, a fase passou mas a banda ficou, claro. Apesar das músicas também não serem cantadas em francês, a banda surgiu nos subúrbio de Versailles e é até vencedora do Grammy francês, mais?

Pauline Croze, o corte do meu cabelo foi inspirado no dela, numa versão mais comprida e que não deu muito certo. Mas sério, a voz dela é um encanto.

Air é uma dupla francesa do coração.

Coeur de Pirate, Béatrice Martin é uma canadense muito fofa que toda piano desde os 3 anos de idade e suas músicas são cantadas em francês.

Yann Tiersen, Camille, Manu Chao, M83, Feist, Justice, Daft-Punk… Não dá pra falar de todo mundo.

Então é isso. Da cozinha francesa eu só conheço os maccarons, tinha que ser doce. Ouvi dizer que o primeiro Café do mundo é um tal Le Procope que foi frequentado por Napoleão Bonaparte. E que os cachorros são aceitos em qualquer lugar, fofo. De fashionista eu não tenho nada, apesar de saber que em Paris todo mundo anda bem vestido, acho lindo, mas com Chanel, Dior, Louis Vuitton e as outras milhões, qualquer um se veste bem. Não sou desesperada por perfumes e gente perfumada demais me dá agonia, prefiro um bom banho. Não tenho vontade de conhecer o Père-Lachaise. Preciso pesquisar um pouco mais sobre a literatura e ler algo pra saber se me interesso por essa parte. Quero muito ver o Grand Palais de perto. Quem sabe um dia eu vá no Louvre, visite a Catedral de Notre-Dame e a Torre Eiffel pra completar minha pieguice.

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